Empreendedor Serial de Micro-SaaS: como escalar o seu negócio

Conheça os modelos de canal de venda para escalar o seu Micro-SaaS

Bruno Okamoto
7 Min de leitura
Micro Founder, Trial Reverso, PLG e Outbound: quem é o empreendedor serial

A Nova Economia do Micro-SaaS

O primeiro artigo deste site é chamado a Nova Economia do Micro-SaaS e foi escrito em 2022. Nele, comentei sobre o surgimento de marketplaces de M&A, como MicroAcquire ou TinyAcquisition, por meio do qual muitos Micro-SaaS, startups e negócios digitais no geral poderiam se beneficiar de comprar e vender negócios online e de forma rápida.

No artigo apontei minha teoria de que os “side projects” ganhariam cada vez mais espaço. Cansou? Vende, começa outro. Ou quer começar a montar sua renda recorrente? Compre um projeto de um empreendedor do outro lado do mundo.

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Já as startups early-stage que não fizessem mais sentido para os founders (ou investidores) poderiam ser vendidas. Não precisa mais ser o jogo do tudo ou nada.

Para os founders, isso é excelente, uma vez que não saem com dívidas e ainda carregam o carimbo de “exit” para o mercado. E para o comprador, isso é perfeito, porque ele não precisa ir de 0 a 1

Além do fator financeiro, esse movimento do mercado também permite o surgimento de Micro Founders que decidiram montar um portfólio de Micro-SaaS (Xo, MicroAngel, Pixel, etc).

O empreendedor serial – Micro Founder

Lá fora, já existem diversos Indie Hackers construindo seu portfólio, como Tony Dinh, que possui 3 Micro-SaaS os quais, somados, faturam $12K MRR.

Ou, como a Xo.Capital, um Micro Private Equity com 7 Micro-SaaS atualmente, beirando os $30k MRR. 

Ao estudar os empreendedores e seus portfólios durante vários meses, notei que todos têm algumas coisas em comum, e então resolvi montar uma tese de como ter um portfólio. Compartilho um trecho dela com vocês abaixo:

Sucesso para um Builder Indie Hacker não é o dinheiro ou o crescimento do valuation, mas, é a equação do tempo livre vs esforço vs ROI.

Em minha tese, o Micro-SaaS ideal é baseado em uma estrutura low-touch, ou seja, não depende de alguém para realizar a venda e gerar leads orgânicos. Porém, sabemos que este modelo demora para parar de pé, e requer muito trabalho montar um produto PLG.

Então qual seria o ideal para começar?

Micro-SaaS dos empreendedores

Construir uma empresa é difícil e solitário quando não se tem sócios. Esse, inclusive, foi um dos motivos pelo qual resolvi construir a comunidade Nova Economia do Micro-SaaS no Brasil.

Comumente, o primeiro Micro-SaaS nasce como um side project do empreendedor com a intenção de ou ganhar uma renda extra ou aprender uma nova habilidade, como uma nova linguagem de programação ou uma skill de marketing.

Na grande maioria dos casos, os empreendedores começam com canais pagos para trazer os primeiros usuários. Além dos caminhos tradicionais de divulgação em grupos, há também comunidades e portais que não têm custo.

Produtos PLG vs Outbound

Como crescer um side project não estando “full-time” nele? Ou, como escalar vendas se você não entende muito bem como funciona o processo?

Vou pular a etapa em que muitos vão descobrir o básico dos canais pagos, e vou para o segundo e o terceiro níveis, que são as vendas “passivas” e as vendas “complexas”.

PLG

O lado bom

Para produtos simples, que resolvem um ou dois problemas, você não precisa passar muito tempo inventando a roda. É o mais “próximo” de uma venda passiva que você chega.

Em alguns dias você tem mais cadastros, em outros você tem uma conversão melhor, e às vezes você tem churn. No final, tudo se trata de um “funil” em que você empurra os clientes através de e-mails e mensagens, com o principal objetivo de converter uma % maior de usuários grátis em pagos.

O lado ruim

O suporte para vários clientes que pagam tickets baixo.

Há meses em que você cresce 20%, e outros 0%. É sempre um desafio replicar e ser consistente. Construir um pipeline de conteúdo, transformar em um blog e enviar isso por newsletter toda semana é difícil, caro e toma tempo. Além de ter que replicar sempre em todos os canais sociais.

Outbound

O lado bom

O tamanho delas é maior, o ticket médio é maior, e os pagamentos podem ser anuais, o que dá uma injeção de fôlego agressiva no caixa.

O lado ruim

A curva de aprendizado para quem não sabe vender é grande. Ainda mais porque demanda cadência e consistência em prospectar e fazer follow up.

As vendas também são longas. Você precisa se conectar com os tomadores de decisão, entrar dentro do orçamento da companhia, passar por um processo longo de compliance, etc

Seu tempo será 90% prospectando e 10% para todo resto.

Mas qual é melhor?

Na minha opinião o primeiro Micro-SaaS deve ser PLG se você não tiver já experiência e uma lista de leads de B2B.

E no longo prazo, acredito que ter os 2 dentro do mesmo portfólio é importante. O PLG te tira a pressão de vendas imediatas e te impede de tomar decisões precipitadas por falta de capital. E a engenharia de montar a máquina orgânica é complexa.

O outbound é mais “avançado”, mas extremamente importante, pois ele te dá injeções no caixa para você reinvestir uma parte do capital e melhorar sua máquina orgânica e canais pagos. Sem contar, que demanda “pouco” suporte.

Todo produto cedo ou tarde vai acabar se esbarrando em uma estrutura comercial, seja com um sócio, terceirizando ou contratando. Quanto antes você aprender, mais rápido vai usufruir dessa skill no seu portfólio. PS: Plugar seu produto dentro de um marketplace como canal (ex: woocommerce) também pode ser uma estratégia de PLG de curto prazo.

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